Discurso sobre o Método – Parte 1
Como organizar os pensamentos que tinha?
Foi com essa pergunta na cabeça que comecei e terminei minha monografia na faculdade.
Na época, cursava comunicação social e estagiava no Programa de Engenharia de Transportes na UFRJ, tomando conta do laboratório de informática para os alunos do mestrado e do doutorado.
Alguns de vocês já devem até saber sobre o que eu resolvi escrever, mas para quem não sabe o título da monografia era “Vida Líquida na Web: O meio virtual influenciando o real”. A partir daí vocês já devem ter uma ideia do tema, né?
Mas só a ideia mesmo porque o título já tem um problema logo de cara. Falta foco! (lembrou alguma coisa?)
Como o nome “mono”grafia já diz, era necessário ser bem mais específico, e confesso que, até então (felizmente ou infelizmente), era difícil pensar dessa forma. Graças a Deus, minha faculdade era mais flexível (ao seu jeito) nesse ponto.
Sobre a monografia não falarei muito aqui para não encher o artigo, mas quem quiser, é só pedir que mando o link. A importância dela para o artigo é que considero o período em que passei desenvolvendo-a como um divisor de águas.
Por conta da necessidade (quase que obrigatória) de estudar para que pudesse me formar, tive que pesquisar sobre o tema lendo livros, revistas, jornais, mas também pela Internet (claro, se pensarmos que ela era o objeto do meu estudo).
Só que acabei descobrindo que, mesmo tendo certa experiência, até mesmo facilidade, para mexer na ferramenta Internet, não sabia como pesquisar nela. Na verdade, não sabia como pesquisar.
Tentei buscar na memória a aula de metodologia da pesquisa que tive na faculdade, mas só me vieram à cabeça (e ao caderno), momentos em que aprendia como montar uma monografia.
Mas deixando isso de lado, percebi que teria que aprender na marra. Por isso, mergulhei nas águas virtuais da rede para tentar aprender ao mesmo tempo em que experimentava.
Hã….mal sabia eu que estava seguindo o coelho o branco!
Através da Internet entrava no mundo do conteúdo. Nesse mundo, as vezes um tanto quanto nebuloso, descobri que diferentes versões de (quase) todas as histórias navegavam por suas águas, e provavelmente, vão continuar navegando o tempo que for necessário.
Só que esse mergulho também serviu para que eu pudesse vislumbrar a profundidade das águas navegadas. Mas como não podia perder meu foco ainda mais, decidi deixar de lado tudo o que não fosse relevante com o que estava estudando. Para minha mente limitada, já bastava as possibilidades, panoramas, perspectivas e expectativas que o tema apresentava.
Acho que com razão, pensava que poderia aplicar tanto a teoria quanto a prática de tudo o que aprendesse sobre esse tema, em minhas outras pesquisas futuras pela grande rede.
Mas voltando ao método, o primeiro passo que dei (sem saber) foi seguir a fórmula mais bem sucedida que conhecia. A do Google, e suas buscas por palavras-chave.
Em cada texto que lia, extraía algumas palavras que achava que poderiam me dar bons frutos numa busca pela Internet.
No entanto, ao aplicar esse método não só no mecanismo de busca do Google, mas também no Youtube, nas comunidades do Orkut, nos arquivos do 4shared, e outras tantas ferramentas que se baseiam nesse mesmo sistema, descobri a enorme cauda de informação que cada uma delas carregava consigo.
Tá, mas até aí nada de novo. O problema é justamente a partir desse ponto, pois se temos acesso a tudo, desde lixo até tesouros preciosíssimos, como podemos filtrar a informação da melhor maneira possível?
No Google ainda é difícil fazer, portanto, o que precisamos fazer é refinar as palavras do assunto que estamos pesquisando.
Usando palavras casadas o máximo que puder.
Mas já existem ferramentas como o Youtube que dão a possibilidade de filtrar os vídeos por total de visualizações, data em que foi adicionada, avaliações de usuários e até mesmo, de acordo com a relevância que determinado vídeo tem em relação às buscas que foram feitas antes.
No entanto, mais do que qualquer filtro tecnológico que pudesse existir, havia um filtro muito mais importante, o meu próprio.
E se quiser saber como eu desenvolvi esse filtro pessoal usando ferramentas e métodos que culminaram nesse blog e no projeto Onda Livre, recomendo que leia a segunda parte do discurso sobre método.
Até lá!

